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Ondas de Elliott na Prática›Módulo 1 — O desenho

O Impulso: Cinco Ondas e Três Regras

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Ondas de Elliott · Aula 1

O impulso: cinco ondas e três regras

Igor Silva

01

Um mapa, não uma previsão

Nos anos 1930, Ralph Nelson Elliott olhou décadas de gráficos do mercado americano e descreveu um desenho que se repetia: o preço avança em cinco ondas a favor da tendência e corrige em três contra ela. Esse ciclo de oito ondas é a base de tudo o que vem neste curso.

O ciclo completo: cinco ondas de impulso (1 a 5) e três de correção (A, B, C)

⇆ Deslize o gráfico para o lado para ver o resto

10012515017512345ABC
As ondas 1, 3 e 5 andam a favor da tendência; 2 e 4 são pausas dentro dela. Depois do topo da 5, o A-B-C devolve parte da subida inteira.

Antes de aprender a contar, vale saber o que a contagem entrega. Ela não diz o que o preço vai fazer. Ela diz em que parte do desenho você provavelmente está e, principalmente, em que preço essa leitura fica impossível. Esse preço vira o stop. Quem usa Elliott para adivinhar topo e fundo quebra a conta; quem usa para saber onde está errado tem uma régua.

Honestidade antes de começar: Elliott é uma leitura, e duas pessoas podem contar o mesmo gráfico de jeitos diferentes. Não existe estudo sério que mostre que a contagem, sozinha, ganha dinheiro. O valor dela está nas regras que dizem quando você errou, e é por elas que o curso começa.

02

As cinco ondas, uma por uma

Um impulso de alta desenhado em velas. Cada onda tem um papel, e reconhecer o papel ajuda a reconhecer a onda:

Um impulso de alta em cinco ondas

⇆ Deslize o gráfico para o lado para ver o resto

10012014016018012345a 3: a perna mais forte
Onda 1: 100 → 124 (24 pontos). Onda 3: 110 → 168 (58 pontos). Onda 5: 150 → 182 (32 pontos).
  • →Onda 1: o começo que quase ninguém acredita. Parece só um repique dentro da queda anterior.
  • →Onda 2: devolve boa parte da 1 (aqui, 58%). É onde muita gente diz “eu sabia que era só um repique” — e é justamente onde a próxima onda começa.
  • →Onda 3: a mais longa e a mais rápida na maioria dos impulsos. Rompe o topo da 1 e deixa para trás quem esperou “um preço melhor”. Aqui ela mede 58 pontos, mais que a 1 e a 5 somadas (56).
  • →Onda 4: uma pausa mais rasa (31% da 3) e geralmente mais lenta, de lado.
  • →Onda 5: o último avanço. Faz topo novo, mas com menos força que a 3. É a onda em que o otimismo está no máximo.
03

As três regras que não se quebram

Quase tudo em Elliott é diretriz (“costuma”, “em geral”). Três coisas não: se uma delas for violada, aquele desenho não é um impulso, e a contagem tem de mudar.

  • →Regra 1 — a onda 2 nunca volta além do começo da onda 1.
  • →Regra 2 — a onda 3 nunca é a mais curta entre as ondas 1, 3 e 5 (pode não ser a mais longa, mas nunca a menor).
  • →Regra 3 — a onda 4 não entra no território da onda 1: o fundo da 4 fica acima do topo da 1 (numa alta).

Todas as regras respeitadas

vale
topo da 1 · 12412345

Regra 1: a 2 passou do começo da 1

inválida
começo da 1 · 1001294

Regra 2: a 3 é a mais curta

inválida
12345a 3: só 24 pts

Regra 3: a 4 entrou no território da 1

inválida
topo da 1 · 1251234121

No segundo painel, a onda 2 foi até 94, abaixo dos 100 onde a 1 começou: aquela subida não era uma onda 1. No terceiro, a 3 andou 24 pontos, contra 30 da 1 e 41 da 5. No quarto, a 4 desceu a 121, abaixo do topo da 1 em 125.

As três regras são o motivo de usar Elliott. Cada uma é um preço escrito com antecedência: se o mercado passar dali, a sua leitura estava errada, e você sabe disso antes de o prejuízo crescer.

04

Alternância: a 2 e a 4 raramente são iguais

Uma diretriz que ajuda muito na hora de contar: se a onda 2 foi funda e rápida, a 4 tende a ser rasa e demorada, e o contrário. O mercado raramente repete o mesmo tipo de pausa duas vezes no mesmo impulso.

A onda 2 cai rápido e fundo; a onda 4 anda de lado

⇆ Deslize o gráfico para o lado para ver o resto

1001251501752002: 80% em 6 velas4: 21% em 11 velas1ab23ab45
A 2 devolveu 80% da onda 1 em 6 velas, num movimento em três pernas de queda forte. A 4 devolveu só 21% da 3, mas levou 11 velas, subindo e descendo dentro de uma faixa.

Na prática: se você está na onda 4 depois de uma 2 profunda, espere uma pausa arrastada e não se surpreenda com o preço “sem direção” por um tempo. Isso evita comprar cedo demais achando que a 5 já começou.

05

O mesmo desenho, de cabeça para baixo

Tudo vale para a baixa, espelhado. As regras também: numa queda, a onda 2 não sobe além do começo da 1 e a onda 4 não sobe até o fundo da 1.

Um impulso de baixa em cinco ondas

⇆ Deslize o gráfico para o lado para ver o resto

120140160180começo da 1 · 190fundo da 1 · 17212345
A 2 subiu até 182, abaixo dos 190; a 4 subiu até 148, abaixo do fundo da 1 em 172. A 3 é a maior das três: 50 pontos.

Para praticar · antes da Aula 2

  1. Abra um gráfico diário que teve uma tendência clara nos últimos meses (ouro, Nasdaq ou o ativo que você opera).
  2. Marque à mão os cinco pontos que parecem um impulso: começo, 1, 2, 3, 4 e 5.
  3. Teste as três regras, uma por uma, e anote o preço que as quebraria.
  4. Se alguma regra foi violada, não force: aquele trecho não é um impulso. Anote e guarde para a Aula 2.
  5. Compare a onda 2 com a 4: uma foi funda e rápida e a outra rasa e lenta?

Os gráficos desta aula são ilustrações montadas para ensinar a contagem, com preços hipotéticos: não são dados de mercado. Exemplos didáticos, não recomendação de compra ou venda.

© Solis Research Ltda · Material exclusivo TraderLab · Proibida a reprodução ou distribuição fora desta plataforma

O ciclo de oito ondas, o papel de cada onda do impulso, as três regras que invalidam uma contagem e a alternância entre as ondas 2 e 4.

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